A serie mais fofa do verão está de volta e como eu estava com saudades!
Posso falar uma coisa? Um desabafo do coração: Daphne é uma tremenda de uma bitch! Como assim ela resmunga com a mãe adotiva, abandona a mãe biologia e ainda sai de fininho pra tentar reconquistar o Emmett? Pior ainda é entrar na barraca do rapaz com aquele olhar stalker enquanto ele dormia. Eu daria um bota fora na menina (mentira! Ficaria muito constrangido mesmo), mas Emmett é muito educado, e tem um passado, pra isso. O que não aguento é gente se fazendo de vitima e é disso que Daphne está se vestindo. Não há como negar que ela tem parte da razão em seus problemas com Angelo, mas deve entender que não pode barrar o processo que já se iniciou – bem como o fato de que ele tinha razões para desconfiar de uma traição pela esposa e abandonar mãe e filha.
E quando a menina antes dócil se torna amargurada e ressentida a serie nos mostra que nada é tão preto no branco. Sua conversa com Wilke mostra-se reveladora das razões do porque querer gritar com o mundo – e novamente mostra que seu problema com Bay é por perder um amigo, e não um namorado. Gostei muito da conversa e dos dois caindo na agua para desligar o cérebro. Wilke ouvinte e tirando a camisa foi só pra agradar as meninas, mas deixemos passar, rs.
Enquanto isso, o casal mais querido da serie continua a enfrentar as dificuldades no namoro entre um surdo e um ouvinte. É incrível como os roteiristas sempre conseguem extrair momentos únicos e de sensibilidade quando se trata de inclusão e da surdez. Toda a conversa de Emmett e Bay não soa como pregação ou didática, mas nos emociona pelo tom realístico. “Sou diferente, não tem problema”. E o legal é que aprendemos juntos com eles enquanto os acertos na relação são feitos. Convenhamos que para Emmett, ser surdo tem lá suas vantagens. Quando ele quiser pode se desligar e apreciar o céu estrelado sem intervenção de vozes bêbadas e piadas sobre pum.
Para finalizar, gostei da continuação sobre o processo contra o hospital. Muito bacana Kathryn conversando com a enfermeira e percebendo que a troca não foi um evento cósmico, mas simplesmente resultado da irresponsabilidade do hospital. Alias, podemos nos alegar porque a serie promete muita coisa bacana, essas historias ainda podem se desenvolver de varias maneiras, mas fica sempre uma coisa bem colocada: não se pode mudar o passado, mas somente as duas garotas trocadas podem entender realmente o que sentem.
Nenhum comentário:
Postar um comentário