Fim se semana, uma boa
chuvinha... Nada como ficar em casa descansando. E lá estava eu, olhando uns
livros na internet quando me deparei com esse delicioso Cake da Rachel Allen. Fiz minha
encomenda, mas enquanto o livro não chega, aproveitei e fiz esse bolo – simples
e gostoso! A principio lembrei do Victoria
Sandwich, que vi na Cozinha Coletiva, então tinha que provar, né? A
farofinha crocante é um detalhe a mais para aproveitar esse clima, que pode muito bem vir com um chocolate quente.
Aproveite que esse é o primeiro post de receitas, vamos ver até onde a coisa
vai. Afinal, o blog é sobre o que eu mais gosto, e cozinhar estava em falta por aqui!
Bolo mármore
com Crumble
Ingredientes:
225g de manteiga, temperatura ambiente
225g de açúcar refinado
4 ovos
1 colher de chá de extrato de baunilha
225g de farinha de trigo
2 colheres de cháde fermento em pó
50 mL de leite
25g de cacau em pó
Açúcar de confeiteiro para polvilhar
Para a
cobertura Cumble:
125g de farinha de trigo, peneirada
75g de açúcar refinado
75g de manteiga sem sal, gelada e cortada em
cubinhos
75g de chocolate meio amargo ou ao leite, em gostas
ou picado em pedaços.
Preparo:
Faça primeiro a cobertura Crumble. Usando a ponta
dos dedos, misture a farinha, o açúcar e a manteiga em um recipiente até obter
uma farofinha. Adicione os pedaços de chocolate, misture, e reserve na
geladeira.
Pré-aqueça o forno a 180ºC. Unte e enfarinhe a
forma redonda de 23 cm de diâmetro.
Em uma batedeira, bata a manteiga até ficar macia.
Adicione o açúcar e misture até obter um creme claro e fofo. Misture os ovos
com o extrato de baunilha e adicione ao creme de manteiga e açúcar. Peneire a
farinha com o fermento em pó, adicione à mistura a massa, delicadamente,
intercalando com o leite.
Separe metade da massa em outro recipiente e
adicione o cacau em pó até homogeneizar.
Coloque as diferentes misturas na forma, alternando
a massa de baunilha com a de chocolate. Por fim, com o uso de um palito, mecha
levemente a massa, fazendo redemoinhos através da mistura, criando o efeito
mármore.
Espelhe o Crumble sobre o bolo e leve ao forno para
assar por 50/60 minutos.
Deixe esfriar na forma por 10 minutos, desenforme e
deixe esfriar completamente.
Escrever para
o blog tem sido algo fantástico na mente, mas difícil na pratica. Tinha até um post semi-preparado sobre as series do mid-season, mas quando percebi, já
estávamos em outubro e não ficaria bem postar a essas alturas. Mais sabe quando
você vê um filme muito legal e precisa, desesperadamente, falar com alguém
sobre isso? Foi o que fiz, mas no Facebook. E como isso parecia ainda pouco, li
o livro, com um empurrãozinho de animo do Andy, e senti que precisava falar
mais do que as redes sociais permitem. Com vocês: As Vantagens de ser invisível
(The Perks of Being a Wallflower)!
O Filme
Vou começar
falando sobre o filme porque só li o livro depois – e isso já é o primeiro
ponto positivo, querer ver a obra que o originou. Antes, é preciso dizer que o
livro foi lançado em 1999 por Stephen Chbosky, que agora atua como roteirista e
diretor, o que no mínimo dá segurança quanto à fidelidade da adaptação. E para
si próprio, creio que foi uma revisitação a antigos personagens. Já imaginou
poder escrever um filme sobre seu próprio livro e modificar ou mexer em uma
obra com mais de 10 anos? E melhor ainda, dirigir a obra, tentando passar para
a tela aquilo que está em sua mente? Não digo que é um trabalho fácil, mas no
mínimo curioso.
A estória, e
não sei se posso falar muito, então vou me conter – logo, logo, coloco um aviso
de spoiler e falamos mais claramente
– trata de um adolescente (Charlie, interpretado por Logan Lerman) que deve
lidar com o suicídio do melhor amigo, lembranças de uma tia problemática e as
dificuldades ao entrar no high school.
E acredite, a escola pode ser motivo de mais depressão que muita coisa por aí.
Em um dos jogos ele resolve não só assistir e conhece novos amigos que vão
ajudá-lo neste processo de adaptação, mesmo que eles próprios não sejam
exatamente ajustados, Sam (Emma Watson) e Patrick (Ezra Miller) – dois meios
irmãos, cada um com seus dilemas próprios. Sam é adorável e logo atrai Charlie,
mas só namora garotos mais velhos e rolam-se boatos que seria menina rodada na
escola. Patrick namora com Brad (Johnny Simmons), que por ser do time da escola
e pela rejeição do pai, esconde a relação dos dois.
Completa o
circulo de amigos Bob, um cara que vive drogado e drogando pessoas, Mary
Elizabeth (Mae Whitman), uma punk e budista, e Jen, uma menina rica, mas que
gosta de roubar calças nas lojas. É uma descrição simplória, eu sei, mas forma
uma mistura fantástica no filme. Ainda temos a família de Charlie – composta basicamente
de caras conhecidas da TV americana.
O filme tem
ótima trilha sonora e algumas cenas realmente belas, mas os diálogos são um
caso a parte de tão bons. Sejam as cartas narradas por Charlie, sejam as
conversas com Sam e Patrick, tudo é tão bacana que queremos fazer parte daquele
grupo.Uma das frases do livro acaba
virando motor do filme: "Nós aceitamos o amor
que pensamos merecer".
Sai do filme
pensando muito sobre os personagens, as historias, e, principalmente, se tinha
entendido bem o final ou se tudo não passava de um mal entendido de minha
cabeça perturbada (pode rir). Sai do cinema e corri, procurei ler o final do
livro mais não fiquei satisfeito, acabei comprando dois dias depois. Fazia
tempos que um filme me deixava reflexivo deste jeito, sobre a vida, sobre o
amor, sobre amizades e o quanto as verdadeiras são escassas. É uma tristeza
boa, como diz o personagem principal, e que nos faz pensar o quanto a vida é
agridoce, cheia de autos e baixos, alegrias e tristezas, lembranças e
prospectos do futuro.
Ah, antes de
partir para o livro: Tenho que dizer que Emma Watson está encantadora, Ezra
Miller é um ator fantástico, principalmente quando lembro que no ultimo filme
ele faz um psicopata, e Logan Lerman – que tanto odiei em Percy e naquele filme
tolo dos mosqueteiros – é meu amigo agora. Incrível o quanto ele está bem no
filme e passa todas as nuances do personagem levando até a identificação com o
espectador.
O livro
Confesso
que estou com muitos livros para ler, e um ainda para acabar, mas como fiquei
curioso acabei comprando e lendo logo em seguida. É um livro pequeno e fácil de
ler, daqueles que dá vontade de não largar até terminar, e isso está se tornado
raro comigo – em parte porque parece ser costume todo mundo hoje escrever
livros enormes e anda me faltando paciência para leitura dos mesmos.
Bem,
voltando, o livro é composto por cartas de Charlie para uma pessoa que é desconhecida
tanto para o leitor quando para o personagem. O objetivo é falar de sua vida
para alguém que talvez se importe e possibilita ser mais pessoal que um diário.
Algumas coisas são mais explicitas no livro do que no filme, e mais pessoais
também. Aqui temos o mundo completamente na visão do Charlie, somos colocamos
na sua pele, nos seus pensamentos, e, assim como ele, não entendemos sempre
tudo o que está acontecendo.
Os
livros que Charlie lê aparecem não somente como recomendações e contrapontos a
seu rumo, mas inspirações do próprio autor. Mesmo sendo obras diferentes,
lembrei muito de “O apanhador no campo de centeio” (comentado no post anterior) e “Pé na estrada” (que
parei de ler e agora está na estante aguardando seu retorno). As músicas também
estão entre as discussões dos personagens e tornam-se orgânicos com seu tempo,
além se ser mesmo uma recomendação enquanto se acompanham as idas e vindas
dessa turma.
Vale
dizer que a família acaba ganhando maior destaque aqui, recebendo inclusive
estórias que não são contadas no filme - mas sem prejudicar o desenvolvimento
de um ou de outro. De fato a impressão que dá é que o livro complementa o filme
e vice-versa. Em alguns pontos (hora da polêmica), achei o filme até melhor que
o livro. Terminei um com vontade de ver outro e é tão bom sentir saudades de um
livro/filme que acabamos de ler...
Comentários gerais (com Spoilers)
***Novamente: Com spoilers***
*** Serio mesmo, não leia se você não quer saber de mais detalhes, não
me responsabilizo!***
Comentei acima
que algumas coisas ficaram melhores no filme, mas em parte é porque o filme
expande algumas coisas do livro e retiram outras que não são ruins, mas que não
fazem sentido quando se quer contar uma estória em 103 minutos. Um exemplo é a
cena do cookie, no filme, que no livro era um brownie. A cena ficou hilária na
película e ao mesmo tempo com um leve toque de tristeza. Vale muito e pena.
A irmã de
Charlie tem mais destaque no livro, com a gravidez, aborto e o novo namorado.
Mas isso era desnecessário para o filme, assim penso. Depois li que a cena foi
filmada mesmo, mas que resolveram colocar nos extras do DVD: preciso
obter-los... Sim ou com certeza?
E falando de
Charlie, se no livro ele chorava varias vezes – brinco que o garoto era meio
EMO; no filme ele é mais contido, a depressão não é tão copiosa e o problema é
mais complicado: ele apresenta apagões em que não se lembra exatamente o que
fazia ou pensava... Tudo bem amarrado para um clímax mais tenso.
Esclareço: é
tudo uma questão do que funciona mais no papel e no que funciona mais na tela. Chbosky
é genial nesta diferenciação quando muitos soam didáticos. Um exemplo de equilíbrio são os diálogos de
Sam e Charlie no quando dela. Os dois, em ambos os meios, são ótimos de
acompanhar e reflexivos por si só. No filme Sam está mais próxima ainda de
Charlie porque ele a ajuda nos testes para a faculdade (A.S.T.), o que pra mim
fez todo sentido quando acompanhamos a vida, digamos, desregrada que eles
levam. No livro isso já não é abordado, somente sabemos que ela vai para a
faculdade e as preparações finais.
Só chamo
atenção para a questão da tia Helen que poderia ser mais explicito no filme.
Não fosse o Charlie dizendo que os pais ficaram chocados e que não sabiam eu
não ficaria cismado. Uma das razões de pegar o livro rapidamente foi que queria
tirar logo a dúvida, caso contrário pensaria que minha mente anda muito suja.
Não estava (rs). Aliás, este é outro destaque maior no filme, que no livro só
vamos ter no final – explodindo em nossas caras!
Tudo que posso
dizer é que gostei muito de conhecer esses personagens e espero encontrá-los
mais a frente, se minha estante ocupada permitir.
P.S. Se você
leu o livro ou viu o filme, por favor, comente aqui! Quero muito saber o que
outros pensaram.
Segundo
Holden Caulfield, a gente sabe se um livro é realmente bom se temos vontade de
ligar pra o autor e conversar com ele logo após a leitura. Vontade de conversar
sobre a obra, o que ele acha dos personagens, do seu futuro. Vontade até de
abraçar o criador daquilo que nos envolveu e mexeu com nossos pensamentos e
sensações durante tantas horas. É interessante poder falar o mesmo de sua
estória. Holden é o personagem principal do clássico “The Catcher in the Rye” (O Apanhador no Campo de Centeio) de J.
D. Salinger, obra que deveria ser de leitura obrigatória não só para jovens e
adolescentes, com tanta bobagem sendo lançada cada ano, mas por qualquer pessoa
que gosta de narrativas simples e, acima de tudo sinceras.
E
se há um elogio que podemos fazer a obra é sobre sua sinceridade. Holden é um
adolescente que acabou de ser reprovado em quase todas as matérias e será
expulso da escola. Meio maluco, como ele mesmo se descreve, e estranho – como
os outros o vêem. E aí está a graça. Adolescentes são estranhos, essa fase toda
é estranha, e poucas pessoas parecem entender, apesar de já terem passado por
ela. Isso gera caminhos de identificação imediatos com o personagem. Mesmo
situada em outra época e com gírias e expressões não mais usadas, não há como
não se identificar exatamente porque o livro é honesto em seus pensamentos. Ou
cem por cento, nos termos do personagem central.
Narrando
em primeira pessoa sua fuga do colégio e as horas vagando em NY a procura de
ter o que fazer ou de alguém para conversar, em alguns momentos ele quer ser
ouvindo e não há ninguém para isso. Em outros demonstra mudanças de emoções
entre exultação e depressão. Às vezes odeia a todos, mas só por alguns
momentos. Sofre com a morte recente de um irmão, chama a todos de hipócrita por
suas controversas e acredita que o irmão mais velho se prostituiu ao deixar
usar seu talento de escritor para escrever roteiros em Hollywood. Mas ele mesmo
se considera um paradoxo e não entende porque age de algumas formas. Extrapola
na imaginação, o que faria ou deixaria de fazer, e depois se entristece por não
conseguir. Ama, odeia, sente saudades...E ainda assim tudo parece fazer sentido, do jeito meio caótico que só a
vida permite.
Não
se devem procurar grandes acontecimentos e reviravoltas ou mesmo grandes
diálogos. Tudo tem aquele tom meio agridoce e são em acontecimentos
superficiais que nos aprofundamos na memória de Holden, como seu gosto pelas
crianças, por as considerarem sinceras e simples – e quem sabe por que ainda
não se sente completamente no mundo adulto que repudia. Exemplo é sua irmã
menor, Pheobe, que considera a única pessoa que realmente gosta de conversar e
o leva, talvez, a uma redenção (?) ou reencontro com o prazer de viver sem
necessidades de fugir mundo afora.
Há
aqui um apelo universal. A fase complicada, e por vezes desprezada. As
conversas sobre sexo, futuro, fuga da realidade, e pretensos intelectuais; a
negação do companheirismo e até mesmo a auto-limitação. Muita coisa passa pela
cabeça quando lemos “O Apanhador”, e por vezes me identifiquei com os
pensamentos e visões descritas. Varias vezes, realmente, temos vontade de
abraçar seus personagens e ligar para o autor e conversar sobre eles. São tão
reais e honestos, às vezes duros, às vezes simpáticos, às vezes chatos e
patéticos. Não há como não amar essa obra.
P.S.1: O Apanhador no Campo
de Centeio entra fácil na minha lista de melhores livros e altamente
recomendados. Talvez se torne a melhor leitura do ano! Só para relembrar, nos
anos anteriores as melhores foram: Nada
de Novo no Front de Erich Maria Remarque; e O Senhor das Moscas, de William Golding. Vale a pena ler os três.
P.S.3: Não fora de tempo, na palavra do próprio Holden
encontramos o porquê do nome do livro: “Fico imaginando uma porção de
garotinhos brincando no campo de centeio. Milhares de garotinhos e ninguém por
perto. Eu fico na beirada de um precipício maluco. Sabe o quê eu tenho que
fazer? Tenho que agarrar todo mundo que vai cair no abismo.”
P.S.4: Será que agora volto de vez para o blog? Mistério...
Community foi retirada do ar, sem
mais nem menos, por um longo hiato.
Community mudará de horário, indo
para as sextas feitas.
Dan Harmon, criador e showrunner
da série, foi demitido do cargo.
Executivos da NBC reclamam que a
serie não é de gosto popular e de baixa audiência.
Mais sombrio do que isso, não há
como ficar...
Pois é, senhoras
e senhores, foi com grande prazer que acompanhei esses três anos daquela que é
a melhor serie de comedia no ar – até agora. Cheio de referencias a cultura
pop, Community era genial mesmo quando não era hilariante e quando pensávamos a
ter perdida, a serie ressurgiu ainda mais divertida com suas historias , sejam
parodias ou não.
Esses três últimos
episódios entram fácil na lista dos mais divertidos da serie e é uma pena
pensar que tudo vai mudar daqui pra frente. Afinal, não há como ser mais
otimista. Dan é o idealizador da serie e ama o que faz, prova disso foi sua
capacidade de tirar dinheiro do próprio bolso para fazer um episodio com
bonecos. Tudo em nome da criatividade, sem medo de ser diferente e de até mesmo
não agradar. Diante disso, é realmente triste que saia em nome de uma
massificação da serie, para agradar executivos de TV. Não creio que a audiência
vai crescer, acompanha a serie quem já desde o inicio é fã, mas um cancelamento
parece surgir no horizonte junto com a provável queda de qualidade. Acredite em
mim, quase não erro nestas coisas (risos).
Mas vamos
falar desta despedida, que poderia finalizar a serie com sucesso. Primeiro
preciso dizer que chorei, REPITO: Chorei de rir com o Game entre a turma. Todos
os detalhes para a versão em 8 bits, a trilha, as piadinhas bem elaboradas.
Amei isso tudo! Com destaque para Annie e Shirley discutindo sobre moralidade cibernética
enquanto matavam uma pobre família e Abed se apaixonando por uma personagem.
Vou ser chato, mas não tem como: Cool, cool, cool! Coisa fina essa serie.
Passamos então
para a dinastia Chang dominando a comunidade e atazanando a vida de estudantes
com seus bastardos, e direito a participação do garotinho de Super 8. Como não rir de Jeff vestido de
magico e toda a sátira dos filmes de assalto com mega-planos estilo “11 homens
e um segredo”? No fim tudo se resolve e fecha-se um arco, ou quase, porque no
ultimo episodio entra a disputa judicial para conquistar o direito a ser dono
de seu próprio negocio, com Shirley e Pierce na disputa. Foi algo mais
emocional e fofo, mas não deixou de ser divertido. Bacana também o
desenvolvimento de Troy como messias esperado pelos malucos reparadores de ar-condicionado.
Não vou nem
comentar do evil Abed e
sua tentativa de impor um reino de caos ao cortar o braço de Jeff e analisar a infância
de Britta. Amo essa turma, e torço mesmo para que esteja enganado. Caso
contrario, sempre teremos três temporadas para ver e relembrar.