segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Smash - 1x01: Pilot (Pre-Air)


Então...

     Eu sou do tipo de pessoa que gosta de gente cantando de olhos fechados e sentindo a emoção do momento. Eu gosto de musicais, apesar de não conhecer e assistir tudo, estou mais pra um novato no assunto. Mas acho muito divertido as coreografias, as musicas e atuações, quando isso se dá de forma orgânica, fluida e com o mínimo de sentido.

Dito isso, e não vou falar de Glee aqui, porque todo mundo sabe que a proposta desta serie é diferente. "Smash" literalmente deu um show sobre como fazer um bom piloto. Temos bons personagens e atuações, boas musicas e um baita potencial aliado a uma produção impecável. Meu maior medo, na verdade, é do canal em que a serie se encontra – que há muito tempo não anda bem das pernas em termos de audiência. Se "Smash" não decolar na NBC, nada mais do fara.

Mas sobre o que é a serie mesmo? Trata-se da produção de um musical desenvolvido por Julia (Debra Messing) e Tom (Christian Borle) sobre Marilyn Monroe que surge quase como uma brincadeira e nos faz embarcar nos bastidores da Broadway. Mesmo antes de estar completamente escrita, a produção já conta com uma produtora - Eilleen Reid (Anjelica Houston), e um diretor - Derek Wills (Jack Davenport). Faltando uma Marilyn que cause destaque, duas competidoras entram em disputa: Ivy Lynn e Karen Cartwright (Katharine McPhee). E já dá pra perceber que a competição tomara conta nos próximos episódios e promete ser feroz. Afinal, por mais que queiramos torcer por uma ou outra, ambas se mostram dignas.

    Entro no coro para afirmar que esta é uma serie madura e que não se foca somente dos bastidores da produção, mas também nos dramas pessoais dos envolvidos. E repito, é um show de como montar um piloto. Divertido, bem escrito e que nos deixa com vontade de ver o próximo episodio. A serie foi criada por foi criada por Theresa Rebeck (Law & Order: CI), com base em uma ideia de Steven Spielberg e conta com 15 episódios produzidos e conta com canções originais compostas por Marc Shaiman e Scott Wittman (ambos de “Hairspray”). Estreitando dia 6 nos EUA , a serie deverá ser exibida no canal Universal Channel, ainda sem data de estreia. 

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Switched at Birth - 1x12 : The Tempest, 1x13 : Self-Portrait with a Bandaged Ear e 1x14 : Les Soeurs d'Estrees

    Hora de largar a preguiça e falar da delicia que é esta serie. 


    Três episódios em saldos incrivelmente positivos, certo?  A começar pelo caso principal da prisão de Emmett – que acertei em cheio ao relacionar com a pichação/arte de Bay. Se fosse no Brasil nem ia ser esta polemica toda, e se pensar bem, coitado do garoto se fosse preso nestas terras, duvido que tenham interpretes disponíveis. Nesta hora me rendo a serie com elogios pela forma honesta que tudo foi tratado. Terminar um episodio do ponto de vista de Emmett, sem entender nada do que acontecia, e começar o outro do ponto de vista dos policiais foi sacada de mestre. Mas os problemas estavam só começando.

    Em tudo isso Emmett agiu da melhor forma possível, não culpando ninguém, mas querendo um tempo para si próprio. Sua mãe, adotando o estilo surdomal, o castigou como qualquer mãe, mas estava claro que o maior castigo não era pela prisão e sim por namorar uma garota ouvinte – caso dado por encerrado quando ela pede que Daphne fique para o jantar, mas não pode ver a namorada chegar perto, cortando até as mensagens de celular. Eu entendo a Melody como mãe e que vê em Bay uma má influencia, mas sua atitude punitiva e restritiva não se justifica.  Emmett decide então se mudar pra casa do pai, deixando a mãe literalmente sem palavras – nem sinais. 

    Falando em justificar, tinha até esquecido toda a historia de que a Regina sabia de tudo sobre a troca na maternidade. Trouxeram no momento certo e tudo ficou bacana. Parece que o Ângelo quer somente fazer as pazes, mas nunca se sabe, um pé atrás não faz mal a ninguém e Regina está entregando as pontas muito facilmente. 

        A parte da troca de advogados foi bacana e fiquei com dó do advogado novinho “pedindo” uma chance e dizendo que aprendeu tudo com o pai. Novamente fico desconfiado, mas espero que tudo dê certo. E tá aí uma coisa que a serie conquistou em mim, ela me faz torcer pelos personagens! Um exemplo claro e lindo foi a Daphne trabalhando com Bay para salvar a moto de Emmett, foi divertido e sincero e, novamente, humano. Ninguém é completamente bom ou mal, somente pessoas em situações diversas. Fiquei até com pena da Daphne imaginando um beijo com Emmett e acordando com ele a perguntando o que ela tanto olhava. É Daphne, para de olhar que o homem tem dono.
    Tenho ainda que comentar que minhas desconfianças não se restringem ao advogado novo ou ao Ângelo, mas a uma tal de Simone, que tenta dar uma de Yoko Ono, super fã da banda, querendo ser diretora do clip, sei não... Toma cuidado Toby.

    Em meio a tantas desconfianças, nada pode ser exatamente o que tememos e só nos restar aguardar porque ainda tempo vários episódios pela frente, que beleza!

The Big Bang Theory - 5x14 - The Beta Test Initiation


    O episodio anterior foi o centésimo da serie, mas me recuso a comentar porque simplesmente não pareceu. Se não me avistassem depois de ter visto nem saberia. E a culpa é que simplesmente apostaram nas velhas historias e até esqueceram-se de nos avisar que Leonard tinha terminado com Prya (ou teve e eu simplismente perdi?). Mas o episodio seguinte teve lá suas vantagens, a começar pelo fato de não estagnarem a historia e voltarem de onde terminaram. O casal que deu origem a todas as confusões entre os nerds está de volta e tentando ser uma versão melhorada, ou 2.0, como preferir.

    Aliás, parece que somente o namoro de Penny e Leonard apresentam alguma continuidade, pouco planejada na maioria das vezes, mas ainda assim muito digna de elogios. Gostei dos dois juntos e por um momento deu pra ter certa química, coisa que muitos fãs reclamavam.

    Por outro lado, tivemos um destaque a Raj. Suas historias são sempre mal aproveitadas, mas confesso que o finalzinho foi divertido. E aqui abro um espaço para outro mimimi: eu sei que os produtores da seria amam piadinhas gays com o Raj e a Amy, mas é muito sem noção. Como isso é chato, alguém precisa chacoalhar esse povo e avisar que não tem graça.

    Falando de graça, só posso sorrir com o Sheldon, que enfim se destacou todo o episodio, gravando um programa sobre a diversão das bandeiras. Amy como assistente foi hilária e sem noção, desta vez no bom sentido. Amei o programa, pena que não fizeram um viral com versões pra gente assistir no YouTube.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Grey's Anatomy - 8x11 - This Magic Moment

Quando um eis-chefe entra na jogada, é melhor ficar de olho nas suas cartas.


Karev seu bocó! Cair uma vez no engano é perdoável, mas duas? Logo vi que quando o Webber chegou próximo e falou com voz mansa que ele queria algo, não era de graça. Mas o que os internos ainda não perceberam é que ele não é mais um chefe, é um igual, e portanto com as mesmas artimanhas para roubar cirurgias, ou pior, já que tem mais experiência. Mas como ele mesmo explicou, isso faz parte de ensinar e do processo de aprendizagem, olho na jogada, vou você está fora! Nunca desista da cirurgia. Gostei do resultado.

Claro que o episodio não foi tão intenso como o anterior, mas foi muito bom! Gostei da analogia com um espetáculo e o plot dos bebês siameses foi bacana – apesar dos pais serem meio malas e não terem conseguido passar muita emoção. No outro extremo, mas melhor ainda, estava Yang e Altman. Novamente lhes deram um ótimo momento e elas aproveitaram. Cena lindíssima de Altman falando que a culpa não é de Cristina, mas que simplesmente havia perdido o marido e que este fato era inaceitável por mais que fosse irrevogável. 

A parte da Miranda foi bem fraca. Teve uma conclusão bonitinha, mas foi fraca. O problema dos homens na vida de Bailey é que eles sempre querem ter o domínio, ninguém a tenta compreender. Acho que está na hora dela se impor um pouco, não? Ser mais diva e menos carente (rs). 

E para finalizar não posso deixar de falar da linda Zola. Se nada acontecer ao menos temos ela aplaudindo a cirurgia do pai ou aprendendo a caminhar enquanto Derek e Meredith ficam desesperados para filmar. Uma gracinha.

Modern Family - 3x12 - Egg Drop

 
Episodio bem mais descente que o anterior. Toda a competição das famílias sobre o projeto escolar de derrubar o ovo de um andar foi genial! Ri muito com o Luke, sempre genial, tentando descobrir se a resposta estava todo tempo a sua frente ou tentando se usar como recipiente para não quebrar o ovo. Os meninos usaram a astucia e colocaram os pais em uma competição para tirar um A – tudo estragado por Many no final. A conversa de pai e filha foi bem fofinha também.

Phil foi engraçado e bacana, mas sua parte na historia – com Glória e suas teorias latinas de que “quem te ama deve gritar com você” foi mais ou menos, poderia ser melhor mas trouxe uma discussão que achei no mínimo curiosa e familiar, mas que perdeu o momento com o abraço. Ficou meio besta então a conclusão. Entram em cena Cameron e Michael cantando musicas para a provável futura mãe de seu novo projeto de adoção. Como os dois sempre estão competindo para se provar superiores, claro que Cam ia estragar tudo cantando uma musica sobre não abandonar seu baby e a gravida resolveu não colocar a criança para adoção. Diversão pura.

The Big Bang Theory - 5x12 - The Shiny Trinket Maneuver

Parece que agora a temporada decola, né? 


 
Muito bom este episodio, ri muito e acho que fazia tempos que não ria assim. A começar pelo casal Howard e Bernadett. Ele louco para ter filhos e fazendo magicas e brincadeiras sopre a infância perdida, ela em um ataque psicótico contra as crianças. Ficou claro que o episodio aqui foi deles e isso é um grande mérito, principalmente quando se pensava que somente Sheldon tinha graça na temporada passada. Só achei que resolveram tudo muito rápido, um problema recorrente na serie, e simplista demais. Acho que ainda vai render essa historia... ou não. Mas fica a boa lembrança da doce Bernadett ameaçando as crianças de que não comerão bolo!
 
Os diálogos foram bacanas, como Leonard dando concelhos a um virtualmente bêbado Sheldon  ou falando da contra capa do livro da mãe (genial). Gostei da sessão deliberativa em comemoração ao contrato de namoro de Sheldon e Amy, o casal mais quente de Pasadena; mas o melhor momento mesmo foi Amy recebendo a tiara – com direito a primeiro beijo na boca entre os dois. Me diverti muito com a situação e os roteiristas fazem bem em desenvolver aos poucos este relacionamento. Que continue nesta boa onda de episódios!

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Great Expectations – Minissérie

Não é novidade para os fãs de series que a terra da rainha é conhecida por suas series de temporadas curtas, mas fenomenais. Assim como não é novidade que a BBC é conhecida não só pelos documentários, mas por adaptações literárias fidedignas a historia original, com ótimos atores e cuidado com os detalhes – Bom exemplo disso é sua versão de “Crime e Castigo”. Colocado desta forma, não haveria como negar que Great Expectations seria uma serie memorável.

Surgida ao lado de outras duas minisséries (“The Bleak Old Shop of Sutff” e “The Mystery of Edwin Dood“) Great Expectations faz parte de uma celebração pelo bicentenário Charles Dickens, do qual, para minha infelicidade, conheço pouco da obra – e em parte a culpa é das editoras que não trazem quase nada de descente sobre o autor; situação que pode mudar, já que ainda este ano, a mesma obra deve virar filme com Helena Boham Carters como uma das personagens principais. Deixando as lamurias de lado vamos ao enredo. A historia adaptada por Sarah Phelps (Oliver Twist) acompanha o pequeno e órfão PIp que se apaixona por Estella, cuja mãe adotiva Miss Havisham (Gillian Anderson de “Arquivo X”) a guia por um caminho de amargura e infelicidade. Quando adolescente, Pip (interpretado por Douglas Booth) descobre-se herdeiro de uma grande fortuna, porém não saberá quem é seu benfeitor até completar a maioridade. 

Perceba que não dei muitos detalhes. Quem conhece a obra poderá conferir o ótimo trabalho, e quem não conhecia, como eu, poderá se alegrar com as surpresas que esperam nosso protagonista. Não faça como eu, que antes de assistir todos os três episódios, fui correndo na internet descobrir o enredo. Penso que assistir as adaptações antes de ler o livro tem suas vantagens. Pois deixamos de fazer comparações e somente aproveitamos a obra. E como gostei de ver esta minissérie! Com boa dose de suspense, romance e aquela pitada de costumes e caracterizações britânicas da era Vitoriana, me prendi do inicio ao fim e mesmo com sono não resistir ver o capitulo final.

Deste a belíssima abertura, com uma borboleta saindo do casulo, até sua conclusão recheada de deliciosas coincidências que amarram a historia, este é um belíssimo trabalho de produção.  Gillian Anderson está fantástica como a insana Miss Havisham, uma noiva que ao ser traída para todo o tempo para tramar sua vingança projetada na filha adotiva, que acaba por ser um ser sem coração. Mas mesmo sendo estranha, louca ou mesmo cruel, não há como negar que esta figura atormentada também nos ganha o coração. Vemo-nos torcendo pelos personagens e pedindo castigo para os vilões, ao mesmo tempo em que somos cobertos por mistérios como as nevoas que insistem em tomar conta da projeção. Um belo trabalho que deve chegar em DVD no meio do ano pela LogON. Imperdível! Abaixo, trailer e cenas de divulgação para abrir o apetite com grandes expectativas.



domingo, 8 de janeiro de 2012

Grey's Anatomy - 8x10 - Suddenly

Uma palavra para definir este episodio: Animal! 


E não estou falando no termo Muppeteriano, não. É que foi tão bom que não tenho palavras. O acidente na estrada, Meredith tentando parar o carro para salvar o menino... Meredith! Meu Deus como ela esteve boa neste episodio. Inegável que ela merece ser indicada a prêmios e mais prêmios junto com a linda Yang.

Yang. Suspiro. 

Anos acompanhando esta serie e amando seus personagens nos trazem a este lindo episodio – que nem de longe parece estar em uma oitava temporada, onde sentimos o que os personagens sentem. Como não sentir-se como Yang ao ter que se passar de feliz quando perdeu o esposo de sua tutora na mesa de operação? Importamos-nos com Karev querendo salvar um bebê e se preocupando com a amiga que ainda sente a falta da criança que antes mesmo não queria adotar. Sentimos o peso da Lexie ao descobrir que gostamos da atual namorada do ex, mesmo sabendo que Mark e ela sempre serão um casal.
Foi um episodio tenso, lindo e de derramar lagrimas e ainda assim um episodio com final feliz. Confesso que quando a agente social chegou eu tinha vontade de abraçar o Derek e a Maredith, isso não é qualquer serie que faz, isso é Grey’s Anatomy, isso é Shonda Rhimes (sua linda!); e este sou eu de pé batendo palmas pra uma das melhores series da TV!

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Homeland - Season Finale


    Podemos dizer com toda certeza que Homeland foi a melhor estreia do fall season. Não vou falar muito porque estragaria as surpresas para quem não viu – eu mesmo só terminei hoje. Mas é uma recomendação que faço sem medo, se você ainda não assistiu corra agora! Todo o mistério de seria Nicholas Brody (Damian Lewis, fantástico!) um terrorista se tornou algo muito maior e é inegável ao final da temporada que todos os motivos, o que impulsiona um personagem, estavam lá, nada foi injustificado e sim foi colocado pouco a pouco as pistas para descobrirmos por nós mesmos. Quer dizer, mais ou menos. Pois muita coisa pode acontecer na próxima temporada e continuamos sem saber exatamente qual será o próximo passo. Houve mesmo uma mudança de planos? Ele está se enganando ou planeja algo? Perceba quer acabamos de voltar para o começo da temporada! Simplesmente genial.

    Em amplo aspecto, esta serie pode ser definida como um 24 horas sem relógio e mais maduro. Vários momentos me fizeram ficar tenso na cadeira, principalmente nos episódios finais. Os roteiristas sempre tinham uma revelação, ou uma surpresa pro final e não me sentia assim desde as finadas Lost e 24. Exemplos não faltam, como na conversa de Carrie  com Brody na casa de campo – muito bom, ou o encontro do cônsul com o atirador, a mala explodindo, a tensão ao descobrirmos o plano todo e, claro, o delicioso final (cereja do bolo) com Carrie se internando, fazendo tratamento e podendo esquecer tudo – fora sua demissão da CIA. É muita coisa pra resolver na próxima temporada e estou muito feliz porque não ficaram pontas soltas, tudo ficou resolvido, somente novas peças entraram no jogo e as antigas foram rearranjadas. Faltava isso na TV uma serie bem pensada e planejada.

    Por fim, não posso deixar de elogiar Damian Lewis e Claire Danes, esta ultima deu um show de interpretação e merece todos os prêmios possíveis. Atriz fantástica e que já previa dar conta do recado. Toda a interação dos dois foi fundamental para apreciarmos a trama e não posso reclamar de nada, somente agradecer porque 12 novos episódios devem vir ao ar ainda este ano. Coisa boa!
 
P.s. Só um brinde, que a maioria deve conhecer, dos atores  e a equipe tecnica comemorando a renovação da serie em uma festa, Claire Danes está logo na primeira fileira aproveitando o colega Lewis, que canta. Detalhe que Lewis é britânico e esconde o sotaque na serie – isso sim é um baita ator!  

Cinema: Imortais (2011)


O verdadeiro Teseu e o Minotauro
Teseu, cujo nome em grego significa “homem forte por excelência” era, segundo a mitologia grega, filho do rei Ageu e seu efeito mais conhecido foi matar o Minotauro, um ser feroz metade homem e metade touro, que viveu abaixo do palácio do Rei Minos em Knossos. Historiadores afirmam que isto seria uma provável representação para uma dominação de Atenas por Creta, que cobrava altos impostos, e a libertação através do evento com o miniaturo. Há ainda indicações de um castelo cheio de corredores, como um labirinto, e os costumes em Creta de que em determinadas festas religiosas eram utilizados mascaras representando cabeças de touros. 

                Aproveitando de tantas historias e mistérios, surge o filme “Imortais”, que tenha ser um épico grego que emplaque de vez, mas não passa de mais um filme violento com comparações ao filme 300. Aqui, Teseu é um homem desprezado  e pobre que se vê em meio as lutas dos homens e dos deuses. Tendo que enfrentar o perverso Rei Hiperión (Mickey Rourke, basicamente com a mesma cara em “O homem de Fero 2”) que declarou guerra contra todo o mundo grego e, para reforçar seu exército, ele tentará libertar os Titãs presos por Zeus para acabar até mesmo com o Olimpo.  

Henry Cavill como Teseu: Posando pra foto

                Não gosto de filmes de violência – e aqui é um blog pessoal, portanto vou dar minhas opiniões – mas se ao menos a historia for boa, posso acompanhar sem problema. A questão aqui, e motivo de questionamento, é porque hollywood sempre tenta popularizar e modificar  a historia para a cultura ocidental. Quer um exemplo? Dou vários: Zeus no filme parece ser Deus, crendo no livre arbítrio e castigando os que interferem no destino dos homens, mas qualquer pessoa que tenha estudado historia sabe que os deuses eram somente humanos eternos e com poderes. Eles interviam em tudo quanto é coisa na terra e não temiam por isso, sempre brigando entre si enquanto a humanidade pagava o preço. Ao mesmo tempo Teseu surge quase como um Cristo, tento toda a fé de Zeus e morrendo para alcançar um lugar de destaque no Olimpo com coragem e superação – detalhe, ainda inventam uma espécie de sistema de casta para oprimir o rapaz. Outra questão amplamente colocada no filme é sobre a fé nos deuses, o quanto deixamos de acreditar e etc. tudo soa artificial, sem propriedade e ridículo. A única produção que tratou sobre a fé de forma única foi Battlestar Galactica, o resto tem que comer muito feijão com arroz pra chegar ao nível. 


Poster do filme
                Sendo assim, não são os descamisados do campo, que parecem saídos da academia, que me incomodam. Aliás, em determinados momentos, percebe-se que o filme é uma interpretação do mito de Teseu, mas falta aqui credibilidade, capacidade para tratar o assunto de forma interessante. Tentam algo mais profundo, mas não conseguem. Como respeitar um filme em que os deuses parecem modelos posando para ultima edição de moda de “Saias do Olimpo” (quando mais dourado, melhor)?

                Os efeitos 3D são bons, mas também são dispensáveis, afinal, de que vale ver um filme de guerra se não temos flechas voando em nossa direção, não é verdade? Digo e repito: tudo isso seria perdoável se ao menos a historia foi interessante, e não somente uma empobrecida mitologia impregnada dos valores capitalistas que ainda deixam em aberto a possibilidade de uma continuação. Deste jeito, é difícil esperar que o gênero épico grego deslanche como merece...  

Switched at Birth - 1x11 - Starry Night


A serie mais fofa do verão está de volta e como eu estava com saudades! 


                Posso falar uma coisa? Um desabafo do coração: Daphne é uma tremenda de uma bitch! Como assim ela resmunga com a mãe adotiva, abandona a mãe biologia e ainda sai de fininho pra tentar reconquistar o Emmett? Pior ainda é entrar na barraca do rapaz com aquele olhar stalker enquanto ele dormia. Eu daria um bota fora na menina (mentira! Ficaria muito constrangido mesmo), mas Emmett é muito educado, e tem um passado, pra isso. O que não aguento é gente se fazendo de vitima e é disso que Daphne está se vestindo. Não há como negar que ela tem parte da razão em seus problemas com Angelo, mas deve entender que não pode barrar o processo que já se iniciou – bem como o fato de que ele tinha razões para desconfiar de uma traição pela esposa e abandonar mãe e filha. 

                E quando a menina antes dócil se torna amargurada e ressentida a serie nos mostra que nada é tão preto no branco. Sua conversa com Wilke mostra-se reveladora das razões do porque querer gritar com o mundo – e novamente mostra que seu problema com Bay é por perder um amigo, e não um namorado. Gostei muito da conversa e dos dois caindo na agua para desligar o cérebro. Wilke ouvinte e tirando a camisa foi só pra agradar as meninas, mas deixemos passar, rs.

                Enquanto isso, o casal mais querido da serie continua a enfrentar as dificuldades no namoro entre um surdo e um ouvinte. É incrível como os roteiristas sempre conseguem extrair momentos únicos e de sensibilidade quando se trata de inclusão e da surdez. Toda a conversa de Emmett e Bay não soa como pregação ou didática, mas nos emociona pelo tom realístico. “Sou diferente, não tem problema”. E o legal é que aprendemos juntos com eles enquanto os acertos na relação são feitos. Convenhamos que para Emmett, ser surdo tem lá suas vantagens. Quando ele quiser pode se desligar e apreciar o céu estrelado sem intervenção de vozes bêbadas e piadas sobre pum. 

                Para finalizar, gostei da continuação sobre o processo contra o hospital. Muito bacana Kathryn conversando com a enfermeira e percebendo que a troca não foi um evento cósmico, mas simplesmente resultado da irresponsabilidade do hospital. Alias, podemos nos alegar porque a serie promete muita coisa bacana, essas historias ainda podem se desenvolver de varias maneiras, mas fica sempre uma coisa bem colocada: não se pode mudar o passado, mas somente as duas garotas trocadas podem entender realmente o que sentem.

Modern Family - 3x11 - Lifetime Supply

Ano novo e Modern Family volta para alegrar nossas vidas!
Não que este episodio tenha sido espetacular, assisti os três últimos seguidos e confesso que em comparação este não me agradou tanto, mas nem por isso foi ruim. Foi bem divertido ver Luck com seu amigo idoso e descobrir que ele e Phil jogam Quadribol.  Aliás, se não fosse Phil este episodio não teria sido o mesmo. Ele com medo de ter uma doença mortal, apreciando os bons momentos com os filhos e temendo as previsões de ratos negros da Glória e do Michael foram hilárias!
Cameron e Michael fizeram o de sempre neste episodio, uma brica tola e uma reconciliação, mas a cena final com Cam evitando olhar para Javier foi divertida. Só a historia do Jay com o Manny foi bem fraquinha. Um bom episodio, apesar de abaixo da media, para está ótima temporada.  

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

How I Met Your Mother – 07x13 - Tailgating


 Confesso que o começo do episodio me fez temer pelo pior quanto a serie, mais a aposta de um final emotivo foi certeira e valeu e pena de acompanhar. Primeiro, creio que está confirmado a todos que esta temporada é a temporada da Robin e seu crescimento como personagem. E eu amo isso porque fazia tempo que desejava que ela saísse do ostracismo e deixasse de ser uma loser televisiva. Em parte este sentimento vem porque nunca senti que a serie fazia bem, como Friends, por exemplo, em que quase sempre algum personagem estava na pindaíba, desempregado ou sem perspectiva.  Mas eles estão no caminho certo nesta temporada, isso é inegável.
                Fazia sentido, então, não começarmos o ano com um episodio de gargalhadas, mas centrado na parte emotiva. Marshall no cemitério, tentando ter um momento a sós com o pai – a ao mesmo tempo narrar parte do episodio – foi bacana e com um desfecho lindo. Só quem perdeu um ente querido sabe como esses momentos de intimidade e reflexão são importantes e quando menos se espera a serie nos surpreende novamente. E voltando a relação pai e filho, Lily teve também um final digno quando revela não acreditar no místico, pois seu pai sempre a fez cair na dura realidade – o final foi de derramar lagrimas.
                Desta forma, a parte mais engraçada – e nem tanto, ficou por parte de Ted e Barney tentando novamente fazer seu sonhado bar, desta fez no próprio apartamento.  Acho sempre bacana esses momentos irresponsáveis entre os dois, que tarde demais percebem o porque dos preços altos nos bares. Enquanto isso, Robin tenta assumir o posto de auxiliar na transmissão de fim de ano, com um chefe safado e irresponsável. Sem alternativas, ela acaba tomando as rédeas, e já somos alertados que este é somente o começo.
                Pode parecer viagem minha, mas o namorado psicólogo parece cumprir a mesma função que Nora cumpriu com Barney na temporada anterior. Um catalizador para  amadurecimento. Sabemos que os amigos são importantes neste processo, mas não deixo de bater na tecla de que Robin será a noiva revelada ao final da temporada e já me animo com os próximos episódios!  

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Community - 3x10 - Regional Holiday Music



Por algumas razões não pude assistir o ultimo episodio de Community antes do hiato por tempo indeterminado. O especial de Natal era esperado por todos desde que foi anunciado que seria um musical, sendo as músicas de autoria própria. E como não entrar no coro que afirma ser Community a comedia mais genial da TV aberta?  Todos já cansaram de ouvir isso, mas não há como negar quando se assiste este episodio natalino! 

Aqui Glee foi parodiada e aloprada com perfeição em uma versão psicopata do Mr. Schuester (Já falei que odeio esse homem? rs) que dá um jeito de colocar o grupo de estudos no coral para alcançar as regionais – mesmo que Pierce não sabia o que é isso e ninguém entenda porque só se fala nisso. 

Tudo aqui foi pontual, certeiro e divertido. As musicas sacanas foram hilárias, como quando Abed e Troy cantam rap ou fazem uma “musica através dos tempos para atrair” Pierce. A cena da Shirley foi uma das minhas prediletas, com as crianças pedindo para alguém lhe dizer quem fazia aniversario em 25 de dezembro – sem falar que logo depois seguiu-se a cena com Britta descobrindo que era a única que escapara dos laços alegres do Glee club. 

Foi muito bom! E diante disso nada mais posso fazer do que entrar no coro – com ou sem trocadilho, você escolhe: #SaveCommunity #SixSeasonsandaMovie