sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Buscar inspiração sempre me pareceu um capricho ridículo e disparatado: não se encontra inspiração; ela própria deve achar o poeta

Aleksandr Puchkin

domingo, 11 de novembro de 2012

Bolo mármore com Crumble



Fim se semana, uma boa chuvinha... Nada como ficar em casa descansando. E lá estava eu, olhando uns livros na internet quando me deparei com esse delicioso Cake da Rachel Allen. Fiz minha encomenda, mas enquanto o livro não chega, aproveitei e fiz esse bolo – simples e gostoso! A principio lembrei do Victoria Sandwich, que vi na Cozinha Coletiva, então tinha que provar, né? A farofinha crocante é um detalhe a mais para aproveitar esse clima, que pode muito bem vir com um chocolate quente. Aproveite que esse é o primeiro post de receitas, vamos ver até onde a coisa vai. Afinal, o blog é sobre o que eu mais gosto, e cozinhar estava em falta por aqui!

Bolo mármore com Crumble

Ingredientes:
225g de manteiga, temperatura ambiente
225g de açúcar refinado
4 ovos
1 colher de chá de extrato de baunilha
225g de farinha de trigo              
2 colheres de chá  de fermento em pó
50 mL de leite
25g de cacau em pó
Açúcar de confeiteiro para polvilhar

Para a cobertura Cumble:
125g de farinha de trigo, peneirada
75g de açúcar refinado
75g de manteiga sem sal, gelada e cortada em cubinhos
75g de chocolate meio amargo ou ao leite, em gostas ou picado em pedaços.


Preparo:
 Faça primeiro a cobertura Crumble. Usando a ponta dos dedos, misture a farinha, o açúcar e a manteiga em um recipiente até obter uma farofinha. Adicione os pedaços de chocolate, misture, e reserve na geladeira.

Pré-aqueça o forno a 180ºC. Unte e enfarinhe a forma redonda de 23 cm de diâmetro.
Em uma batedeira, bata a manteiga até ficar macia. Adicione o açúcar e misture até obter um creme claro e fofo. Misture os ovos com o extrato de baunilha e adicione ao creme de manteiga e açúcar. Peneire a farinha com o fermento em pó, adicione à mistura a massa, delicadamente, intercalando com o leite.
Separe metade da massa em outro recipiente e adicione o cacau em pó até homogeneizar.
Coloque as diferentes misturas na forma, alternando a massa de baunilha com a de chocolate. Por fim, com o uso de um palito, mecha levemente a massa, fazendo redemoinhos através da mistura, criando o efeito mármore.
Espelhe o Crumble sobre o bolo e leve ao forno para assar por 50/60 minutos.  
Deixe esfriar na forma por 10 minutos, desenforme e deixe esfriar completamente.  

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Leia o livro, veja o filme: As vantagens de ser invisível





Escrever para o blog tem sido algo fantástico na mente, mas difícil na pratica. Tinha até um post semi-preparado sobre as series do mid-season, mas quando percebi, já estávamos em outubro e não ficaria bem postar a essas alturas. Mais sabe quando você vê um filme muito legal e precisa, desesperadamente, falar com alguém sobre isso? Foi o que fiz, mas no Facebook. E como isso parecia ainda pouco, li o livro, com um empurrãozinho de animo do Andy, e senti que precisava falar mais do que as redes sociais permitem. Com vocês: As Vantagens de ser invisível (The Perks of Being a Wallflower)!    

O Filme

Vou começar falando sobre o filme porque só li o livro depois – e isso já é o primeiro ponto positivo, querer ver a obra que o originou. Antes, é preciso dizer que o livro foi lançado em 1999 por Stephen Chbosky, que agora atua como roteirista e diretor, o que no mínimo dá segurança quanto à fidelidade da adaptação. E para si próprio, creio que foi uma revisitação a antigos personagens. Já imaginou poder escrever um filme sobre seu próprio livro e modificar ou mexer em uma obra com mais de 10 anos? E melhor ainda, dirigir a obra, tentando passar para a tela aquilo que está em sua mente? Não digo que é um trabalho fácil, mas no mínimo curioso.  
A estória, e não sei se posso falar muito, então vou me conter – logo, logo, coloco um aviso de spoiler e falamos mais claramente – trata de um adolescente (Charlie, interpretado por Logan Lerman) que deve lidar com o suicídio do melhor amigo, lembranças de uma tia problemática e as dificuldades ao entrar no high school. E acredite, a escola pode ser motivo de mais depressão que muita coisa por aí. Em um dos jogos ele resolve não só assistir e conhece novos amigos que vão ajudá-lo neste processo de adaptação, mesmo que eles próprios não sejam exatamente ajustados, Sam (Emma Watson) e Patrick (Ezra Miller) – dois meios irmãos, cada um com seus dilemas próprios. Sam é adorável e logo atrai Charlie, mas só namora garotos mais velhos e rolam-se boatos que seria menina rodada na escola. Patrick namora com Brad (Johnny Simmons), que por ser do time da escola e pela rejeição do pai, esconde a relação dos dois. 
Completa o circulo de amigos Bob, um cara que vive drogado e drogando pessoas, Mary Elizabeth (Mae Whitman), uma punk e budista, e Jen, uma menina rica, mas que gosta de roubar calças nas lojas. É uma descrição simplória, eu sei, mas forma uma mistura fantástica no filme. Ainda temos a família de Charlie – composta basicamente de caras conhecidas da TV americana.
O filme tem ótima trilha sonora e algumas cenas realmente belas, mas os diálogos são um caso a parte de tão bons. Sejam as cartas narradas por Charlie, sejam as conversas com Sam e Patrick, tudo é tão bacana que queremos fazer parte daquele grupo.  Uma das frases do livro acaba virando motor do filme: "Nós aceitamos o amor que pensamos merecer".
Sai do filme pensando muito sobre os personagens, as historias, e, principalmente, se tinha entendido bem o final ou se tudo não passava de um mal entendido de minha cabeça perturbada (pode rir). Sai do cinema e corri, procurei ler o final do livro mais não fiquei satisfeito, acabei comprando dois dias depois. Fazia tempos que um filme me deixava reflexivo deste jeito, sobre a vida, sobre o amor, sobre amizades e o quanto as verdadeiras são escassas. É uma tristeza boa, como diz o personagem principal, e que nos faz pensar o quanto a vida é agridoce, cheia de autos e baixos, alegrias e tristezas, lembranças e prospectos do futuro.  
Ah, antes de partir para o livro: Tenho que dizer que Emma Watson está encantadora, Ezra Miller é um ator fantástico, principalmente quando lembro que no ultimo filme ele faz um psicopata, e Logan Lerman – que tanto odiei em Percy e naquele filme tolo dos mosqueteiros – é meu amigo agora. Incrível o quanto ele está bem no filme e passa todas as nuances do personagem levando até a identificação com o espectador. 

 
O livro

                Confesso que estou com muitos livros para ler, e um ainda para acabar, mas como fiquei curioso acabei comprando e lendo logo em seguida. É um livro pequeno e fácil de ler, daqueles que dá vontade de não largar até terminar, e isso está se tornado raro comigo – em parte porque parece ser costume todo mundo hoje escrever livros enormes e anda me faltando paciência para leitura dos mesmos.
                Bem, voltando, o livro é composto por cartas de Charlie para uma pessoa que é desconhecida tanto para o leitor quando para o personagem. O objetivo é falar de sua vida para alguém que talvez se importe e possibilita ser mais pessoal que um diário. Algumas coisas são mais explicitas no livro do que no filme, e mais pessoais também. Aqui temos o mundo completamente na visão do Charlie, somos colocamos na sua pele, nos seus pensamentos, e, assim como ele, não entendemos sempre tudo o que está acontecendo.
                Os livros que Charlie lê aparecem não somente como recomendações e contrapontos a seu rumo, mas inspirações do próprio autor. Mesmo sendo obras diferentes, lembrei muito de “O apanhador no campo de centeio” (comentado no post anterior) e “Pé na estrada” (que parei de ler e agora está na estante aguardando seu retorno). As músicas também estão entre as discussões dos personagens e tornam-se orgânicos com seu tempo, além se ser mesmo uma recomendação enquanto se acompanham as idas e vindas dessa turma.   
                Vale dizer que a família acaba ganhando maior destaque aqui, recebendo inclusive estórias que não são contadas no filme - mas sem prejudicar o desenvolvimento de um ou de outro. De fato a impressão que dá é que o livro complementa o filme e vice-versa. Em alguns pontos (hora da polêmica), achei o filme até melhor que o livro. Terminei um com vontade de ver outro e é tão bom sentir saudades de um livro/filme que acabamos de ler...

Comentários gerais (com Spoilers)

***Novamente: Com spoilers***
*** Serio mesmo, não leia se você não quer saber de mais detalhes, não me responsabilizo!***

Comentei acima que algumas coisas ficaram melhores no filme, mas em parte é porque o filme expande algumas coisas do livro e retiram outras que não são ruins, mas que não fazem sentido quando se quer contar uma estória em 103 minutos. Um exemplo é a cena do cookie, no filme, que no livro era um brownie. A cena ficou hilária na película e ao mesmo tempo com um leve toque de tristeza. Vale muito e pena.
A irmã de Charlie tem mais destaque no livro, com a gravidez, aborto e o novo namorado. Mas isso era desnecessário para o filme, assim penso. Depois li que a cena foi filmada mesmo, mas que resolveram colocar nos extras do DVD: preciso obter-los... Sim ou com certeza?


E falando de Charlie, se no livro ele chorava varias vezes – brinco que o garoto era meio EMO; no filme ele é mais contido, a depressão não é tão copiosa e o problema é mais complicado: ele apresenta apagões em que não se lembra exatamente o que fazia ou pensava... Tudo bem amarrado para um clímax mais tenso.
Esclareço: é tudo uma questão do que funciona mais no papel e no que funciona mais na tela. Chbosky é genial nesta diferenciação quando muitos soam didáticos.  Um exemplo de equilíbrio são os diálogos de Sam e Charlie no quando dela. Os dois, em ambos os meios, são ótimos de acompanhar e reflexivos por si só. No filme Sam está mais próxima ainda de Charlie porque ele a ajuda nos testes para a faculdade (A.S.T.), o que pra mim fez todo sentido quando acompanhamos a vida, digamos, desregrada que eles levam. No livro isso já não é abordado, somente sabemos que ela vai para a faculdade e as preparações finais.   
Só chamo atenção para a questão da tia Helen que poderia ser mais explicito no filme. Não fosse o Charlie dizendo que os pais ficaram chocados e que não sabiam eu não ficaria cismado. Uma das razões de pegar o livro rapidamente foi que queria tirar logo a dúvida, caso contrário pensaria que minha mente anda muito suja. Não estava (rs). Aliás, este é outro destaque maior no filme, que no livro só vamos ter no final – explodindo em nossas caras!   
Tudo que posso dizer é que gostei muito de conhecer esses personagens e espero encontrá-los mais a frente, se minha estante ocupada permitir.


P.S. Se você leu o livro ou viu o filme, por favor, comente aqui! Quero muito saber o que outros pensaram.

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Resenha: “The Catcher in the Rye” (O Apanhador no Campo de Centeio)



  

              Segundo Holden Caulfield, a gente sabe se um livro é realmente bom se temos vontade de ligar pra o autor e conversar com ele logo após a leitura. Vontade de conversar sobre a obra, o que ele acha dos personagens, do seu futuro. Vontade até de abraçar o criador daquilo que nos envolveu e mexeu com nossos pensamentos e sensações durante tantas horas. É interessante poder falar o mesmo de sua estória. Holden é o personagem principal do clássico “The Catcher in the Rye” (O Apanhador no Campo de Centeio) de J. D. Salinger, obra que deveria ser de leitura obrigatória não só para jovens e adolescentes, com tanta bobagem sendo lançada cada ano, mas por qualquer pessoa que gosta de narrativas simples e, acima de tudo sinceras. 

                E se há um elogio que podemos fazer a obra é sobre sua sinceridade. Holden é um adolescente que acabou de ser reprovado em quase todas as matérias e será expulso da escola. Meio maluco, como ele mesmo se descreve, e estranho – como os outros o vêem. E aí está a graça. Adolescentes são estranhos, essa fase toda é estranha, e poucas pessoas parecem entender, apesar de já terem passado por ela. Isso gera caminhos de identificação imediatos com o personagem. Mesmo situada em outra época e com gírias e expressões não mais usadas, não há como não se identificar exatamente porque o livro é honesto em seus pensamentos. Ou cem por cento, nos termos do personagem central. 

                Narrando em primeira pessoa sua fuga do colégio e as horas vagando em NY a procura de ter o que fazer ou de alguém para conversar, em alguns momentos ele quer ser ouvindo e não há ninguém para isso. Em outros demonstra mudanças de emoções entre exultação e depressão. Às vezes odeia a todos, mas só por alguns momentos. Sofre com a morte recente de um irmão, chama a todos de hipócrita por suas controversas e acredita que o irmão mais velho se prostituiu ao deixar usar seu talento de escritor para escrever roteiros em Hollywood. Mas ele mesmo se considera um paradoxo e não entende porque age de algumas formas. Extrapola na imaginação, o que faria ou deixaria de fazer, e depois se entristece por não conseguir. Ama, odeia, sente saudades...  E ainda assim tudo parece fazer sentido, do jeito meio caótico que só a vida permite. 

                Não se devem procurar grandes acontecimentos e reviravoltas ou mesmo grandes diálogos. Tudo tem aquele tom meio agridoce e são em acontecimentos superficiais que nos aprofundamos na memória de Holden, como seu gosto pelas crianças, por as considerarem sinceras e simples – e quem sabe por que ainda não se sente completamente no mundo adulto que repudia. Exemplo é sua irmã menor, Pheobe, que considera a única pessoa que realmente gosta de conversar e o leva, talvez, a uma redenção (?) ou reencontro com o prazer de viver sem necessidades de fugir mundo afora.

                Há aqui um apelo universal. A fase complicada, e por vezes desprezada. As conversas sobre sexo, futuro, fuga da realidade, e pretensos intelectuais; a negação do companheirismo e até mesmo a auto-limitação. Muita coisa passa pela cabeça quando lemos “O Apanhador”, e por vezes me identifiquei com os pensamentos e visões descritas. Varias vezes, realmente, temos vontade de abraçar seus personagens e ligar para o autor e conversar sobre eles. São tão reais e honestos, às vezes duros, às vezes simpáticos, às vezes chatos e patéticos. Não há como não amar essa obra.   

P.S.1: O Apanhador no Campo de Centeio entra fácil na minha lista de melhores livros e altamente recomendados. Talvez se torne a melhor leitura do ano! Só para relembrar, nos anos anteriores as melhores foram: Nada de Novo no Front de Erich Maria Remarque; e O Senhor das Moscas, de William Golding. Vale a pena ler os três. 

P.S.2: Recomendo o texto da Fernanda Couto (O Clássico da inocência perdida), quem tem varias coisas interessantes: http://www.tracaonline.com.br/resenha.php?id=34

P.S.3: Não fora de tempo, na palavra do próprio Holden encontramos o porquê do nome do livro: “Fico imaginando uma porção de garotinhos brincando no campo de centeio. Milhares de garotinhos e ninguém por perto. Eu fico na beirada de um precipício maluco. Sabe o quê eu tenho que fazer? Tenho que agarrar todo mundo que vai cair no abismo.”

P.S.4: Será que agora volto de vez para o blog? Mistério...

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Community - 3x20(Digital Estate Planning) 3x21(The First Chang Dynasty), 3x22 (Introduction to Finality, Season Finale)


Community foi retirada do ar, sem mais nem menos, por um longo hiato.

Community mudará de horário, indo para as sextas feitas. 

Dan Harmon, criador e showrunner da série, foi demitido do cargo.

Executivos da NBC reclamam que a serie não é de gosto popular e de baixa audiência. 

Mais sombrio do que isso, não há como ficar...

 
Pois é, senhoras e senhores, foi com grande prazer que acompanhei esses três anos daquela que é a melhor serie de comedia no ar – até agora. Cheio de referencias a cultura pop, Community era genial mesmo quando não era hilariante e quando pensávamos a ter perdida, a serie ressurgiu ainda mais divertida com suas historias , sejam parodias ou não. 

Esses três últimos episódios entram fácil na lista dos mais divertidos da serie e é uma pena pensar que tudo vai mudar daqui pra frente. Afinal, não há como ser mais otimista. Dan é o idealizador da serie e ama o que faz, prova disso foi sua capacidade de tirar dinheiro do próprio bolso para fazer um episodio com bonecos. Tudo em nome da criatividade, sem medo de ser diferente e de até mesmo não agradar. Diante disso, é realmente triste que saia em nome de uma massificação da serie, para agradar executivos de TV. Não creio que a audiência vai crescer, acompanha a serie quem já desde o inicio é fã, mas um cancelamento parece surgir no horizonte junto com a provável queda de qualidade. Acredite em mim, quase não erro nestas coisas (risos). 

Mas vamos falar desta despedida, que poderia finalizar a serie com sucesso. Primeiro preciso dizer que chorei, REPITO: Chorei de rir com o Game entre a turma. Todos os detalhes para a versão em 8 bits, a trilha, as piadinhas bem elaboradas. Amei isso tudo! Com destaque para Annie e Shirley discutindo sobre moralidade cibernética enquanto matavam uma pobre família e Abed se apaixonando por uma personagem. Vou ser chato, mas não tem como: Cool, cool, cool! Coisa fina essa serie. 

Passamos então para a dinastia Chang dominando a comunidade e atazanando a vida de estudantes com seus bastardos, e direito a participação do garotinho de Super 8. Como não rir de Jeff vestido de magico e toda a sátira dos filmes de assalto com mega-planos estilo “11 homens e um segredo”? No fim tudo se resolve e fecha-se um arco, ou quase, porque no ultimo episodio entra a disputa judicial para conquistar o direito a ser dono de seu próprio negocio, com Shirley e Pierce na disputa. Foi algo mais emocional e fofo, mas não deixou de ser divertido. Bacana também o desenvolvimento de Troy como messias esperado pelos malucos reparadores de ar-condicionado. 



Não vou nem comentar do evil Abed e sua tentativa de impor um reino de caos ao cortar o braço de Jeff e analisar a infância de Britta. Amo essa turma, e torço mesmo para que esteja enganado. Caso contrario, sempre teremos três temporadas para ver e relembrar.