Sabe todas aquelas estórias de filme de terror sobre casas mal assombradas? Coisas tipo um cachorro que late para o sótão ou gente que acorda em transe do tipo “Atividade para normal” stille? American Horror Story junta tudo em um pacote, acrescenta alguns bons atores para dar algum prestigio, coloca uma boa fotografia, mas só. Parece pouco, mas já é motivo suficiente para colocar os dois pés atrás. Um exemplo foi quando li comentaristas reclamarem que a edição tinha cortes bruscos e pensei ser coisa de detalhista, mas não é, a edição é muito estranha. Um exemplo é a cena em que Vivian tira o papel de parede e descobre uma imagem sinistra pintada, mas devia ser muito sinistra mesmo porque nem deu tempo de ver direito, a câmera corta já para a menininha estranha que diz que vamos nos arrepender de assistir essa barbaridade. Mas confesso que fui indelicado, então volto ao começo e apresento à sinopse da seriem retirada daqui:
A história da série acompanha a família Harmon, composta por Ben Harmon (Dylan McDermott), um terapeuta, Vivien (Connie Britton), sua esposa, e Violet (Taissa Farmiga), sua filha, que se muda de Boston para Los Angeles.
Os Harmon compram uma casa que pertenceu a um casal gay (Zachary Quinto, de “Heroes”, e Teddy Sears). Logo eles percebem que a propriedade possui estranhos segredos. Entre eles, o poder de interpretar os medos e anseios de seus moradores. Na residência vive a governanta Moira O’Hara, que é vista por cada um como uma pessoa diferente (interpretada por duas atrizes: Frances Conroy e Alexandra Breckenridge).
No elenco também está Jessica Lange, como Constance, a estranha vizinha da família Harmon, que vive com sua filha (Jamie Brewer) e mantém uma relação com um homem mais jovem (Michael Graziadei); Dennis O’Hare (True Blood), como o esquisito Larry; Evan Peters, como Tate, um paciente de Ben com tendências homicidas, que se envolve com Violet; e Eric Close (Without a Trace), como Hugo, morador da casa na década de 1980.
Parece super legal, não? Mas na pratica a coisa não é tão linda assim. O que deveria assustar não assusta, os diálogos são bem fracos (Exemplo misterioso: Não me faça de matar de novo...) e os personagens masculinos não são muito convincentes – o adolescente não tem profundidade e McDermott não convence como psicólogo, ou como ator, parecendo servir mais para cenas de nudez. Fora que não há verossimilhança quando uma família se muda para um lugar onde todos avisam que aquilo não é normal e que os moradores antigos morreram de forma misteriosa. A questão é que, para pessoas que como eu já viram Supernatural, tudo o que se mostra de aterrorizante soa como bobo e fica no final a pergunta de até quando conseguirão levar uma serie sobre uma casa mal assombrada....
E apesar de tudo isso, não achei de todo ruim – devo estar ficando doido também. Va lá que a mente do tio Ryan é perturbadora, mas devo assistir outros episódios para ver até onde a coisa anda. Fora que eu amo de coração Connie Britton desde FNL e o elenco feminino é muito bom, ajudando nas capengisses do roteiro sem noção, por isso darei alguma chance.
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