E se...
Episódios deste tipo, sonhos sobre possibilidades, são previstos em series. E Grey’s até demorou pra fazer isso, mas era inevitável com a onda que Fringe (mesmo com tão pouca audiência) e seus universos paralelos têm causado. E quem não gosta destas historias? Eu acho no mínimo divertido, mesmo que sem um grande proposito para a temporada como um todo.
Não se pode dizer que este episodio foi meramente um filler. Tudo foi muito bem colocado, bem pensado e até chocante, mesmo que previsível em alguns pontos. Meredith como uma shining person foi menos irritante do que pensei – bons protagonistas não são alegrinhos, e competir com a fabulosa/assustadora Yang foi ótima sacada. Aliás, Ellis Grey ser uma boa mãe, mas uma bitch no hospital foi condizente com a personagem, “O que Ellis quer, ela consegue”. A mulher intimida todo mundo e cria a filha como aposta para sua sucessão, mas nunca realmente pensa nos outros, só em si. Como sempre soubemos, nunca brinque com Miranda, em qualquer versão alternativa.
Webber como bom pai para Der foi como já prevíamos. Engraçado é que um dia desses passava um episodio da quinta temporada na TV com ele se desculpando com ela por nunca ter interferido em todas as feridas causadas quando criança. Coerência é a palavra que encontro. No fundo, o sucesso de Meredith sempre esteve ligado a Richard como um Pai que ela não teve.
Não acho que só porque seu pai se suicidou e sua mãe morreu que alguém se torna uma drogada, mas ri muito quando descobri a versão alternativa de Lexie e achei bonitinho ela com o Avery, me lembrando do episodio com a escritora que tentava definir o destino de com quem a protagonista ficaria, para pesadelo da Mini Grey. Sloan a carregando nos braços foi simbólico.
Mas a maior referencia aqui não foi “Fringe” e sim “Friends”. Cada amigo tentando imaginar como seria sua vida foi hilário e aqui podemos traçar ao menos um paralelo: Ross e Callie, o lesbianismo está na sua historia em qualquer universo (kkk). Fiquei pasmo de Callie estar casada com Owen, que ainda assim atrai os olhares de Yang.
O final foi bonitinho com toda a coisa de destino. Cada um tinha iria ser aquilo que sempre deveria ser. E tudo sempre volta a seu lugar.
P.S. A citação de personagens como O’Marley, Izzie e Burk foi bacana. Porém, mesmo vendo este cuidado na historia, gostaria de ao menos ter o Burk novamente.
P.S2: Outra coisa bacanérrima foi colocar Addison gravida. Quem acompanha sua serie, Private Practice, sabe que a personagem está tentando engravidar.
P.S3: Alex de super gente boa e April de super amigona não me enganam. Como a serie já deu a entender, seus caminhos ainda vão se cruzar. Se isso vai ser bom ou não, descobriremos.

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